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Infra-estrutura tecnológica em software livre e plataformas não-proprietárias no Município de Arraiolos

Iniciativa        

Infra-estrutura tecnológica em software livre e plataformas não-proprietárias no Município de Arraiolos

 

 

Organismo responsável pela implementação

Câmara Municipal de Arraiolos

 

 

Público-Alvo

CM Arraiolos e munícipes em geral

 

 

Evolução e situação actual

 

A utilização da informática no Município de Arraiolos começou (1992) com recurso a sistemas Unix, não por opção pela plataforma, mas porque o pacote aplicacional escolhido a utilizava em exclusivo. O sistema inicial era um servidor de terminais RS-232, SVR3. Só mais tarde foram introduzidos os primeiros computadores pessoais, com SO's Windows, MSOffice e pacotes comerciais de comunicações, rapidamente se constatando que os custos com licenças de software seriam um importante factor de constrangimento da política de modernização dos serviços, tornando a aquisição de cada posto de trabalho genérico (SO e pacote office) até 100% mais cara (valor que tem variado bastante com o tempo), sem falar dos custos de actualização e de gestão dos licenciamentos.

 

No respeitante aos SO's servidores o panorama era semelhante, com qualquer intenção de disponibilizar novos serviços, ou expandir os existentes ao crescente número de utilizadores, a ser condicionada pelos preços e, na maioria das vezes, dificuldades de aquisição de programas e/ou licenças de utilizador suplementares. Entretanto fora criada a rede local, IP, mais orientada em função dos servidores Unix do que dos computadores pessoais Windows, factor que, somado às competências Unix entretanto criadas e às preocupações de natureza financeira e organizacionais acima referidas, iria contribuir para se abrir um caminho quase óbvio às opções que se seguiram em matéria de investimentos em TIC.

 

A disponibilização do sistema operativo GNU/Linux como alternativa séria para instalação em servidores de produção, e o acesso à Internet, abriram-nos as portas para o software alternativo (às soluções proprietárias dominantes) de qualidade, com custos insignificantes, vindo resolver o problema da rentabilização dos servidores existentes (todos migrados de Unix's comerciais para Linux) e também dos computadores pessoais, dotando-os de utilitários gratuitos (compressão/descompressão, emulação de terminal, ferramentas de administração, etc.) que lhes acrescentaram valor e produtividade.

 

Chegados a este ponto surgiu com naturalidade a ideia de aplicar a mesma visão ao pacote de office ou mesmo aos sistemas operativos “desktop”. A questão do pacote de office era realmente importante (tão importante que muitas organizações optaram por contornar as condições de licenciamento dos produtores para poderem dispor do pacote de sua escolha) e levou-nos ao contacto com o StarOffice, instalado nos PC's a partir da versão 5.2, obviamente evoluído para o OpenOffice.org, de que utilizamos actualmente a versão 2.2.

 

Do nosso ponto de vista, a segurança, ou confiança, que muitas vezes justificam a adopção de soluções proprietárias, são garantidas, e mesmo reforçadas, quando a escolha de soluções de software livre tem em conta alguns factores essenciais, nomeadamente se estas implementam standards sólidos (nos formatos e/ou nas comunicações), se são produzidas a partir de projectos activos e com suficiente massa crítica, se se integram bem com a infra-estrutura existente, se, claro, preenchem as necessidades que levam à sua avaliação.

 

A confiança que depositamos em algumas soluções de software livre leva-nos a recorrer a esse modelo, para além do pacote office, para suporte da esmagadora maioria das tarefas: serviços de DNS, DHCP, directório (LDAP), ficheiros, bases de dados, backup, Instant Messaging (cliente e servidor), HTTP (cliente e servidor), filtragem de conteúdos web, radius, firewall, monitorização, correio electrónico (cliente e servidor),Groupware, inventário e gestão do parque informático, desenvolvimento,...

 

 

 

Impactos (ao nível dos custos, melhoria de processos, produtividade, etc.)

 

As vantagens que o Município de Arraiolos tira da sua estratégia de recurso preferencial (não exclusivo) a soluções de software livre são óbvias, a diversos títulos:

 

financeiras - a instalação de software livre é secundada por suporte interno a todos os programas, equivalendo o custo de toda a base instalada às despesas com pessoal; para além disso, não existem custos administrativos com a gestão das licenças nem problemas de coexistência de versões;

cidadania – a esmagadora maioria das aplicações que utilizamos é de implementações de standards abertos e não proprietários, garantindo um acesso livre à informação por parte de cidadãos e organizações; procuramos não nos prender, nem contribuir para prender cidadãos ou organizações, a plataformas comerciais ou a standards proprietários;

operacionais – a flexibilidade na instalação de soluções de software livre é total, podemos instalar, desinstalar, fornecer a 5,10,100 clientes, experimentar…

 

Os custos com soluções de software livre resumem-se actualmente, no Município de Arraiolos, à despesa com o pessoal que o instala e suporta. Ora bem, com dois funcionários, um mínimo óbvio, o serviço de informática do MA não suporta apenas soluções de software livre: mantém a rede informática, composta por cerca de 10 servidores e 90 computadores pessoais (onde se incluem os PC's da “Oficina da Criança” e os destinados ao público na Biblioteca Municipal e no Espaço Internet, inteiramente equipados com sistemas operativos e aplicações de software livre), distribuídos por 5 locais, dando assistência aos utilizadores e equipamentos; dá assistência às escolas EB do concelho, com um tempo de resposta médio inferior a um dia; dá suporte ao pacote de aplicações (comerciais) de gestão orientadas para Municípios.

 

 

 

 

Created by absantos
Last modified 2007-11-06 08:44 PM
Task Force OSS
Acha que deveria ser criada um "Task Force" de consultadoria da AP para a AP, no âmbito da implementação de soluções OSS?
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