A Qui, 2004-09-23 às 11:34, Joao Pedro Franco e Silva escreveu:
> Tive oportunidade de acompanhar o resto desta thread e levanto aqui
> as mesmas questões que vi serem levantadas lá.
Já agora podes acompanhar a mailing list ANSOL-geral, onde também se
discute isto:
http://listas.ansol.org/mailman/listinfo/ansol-geral
> Antes de mais vamos começar pela "carolice" das pessoas que
> estivessem interessadas em participar.
> Certo de que seriam pessoas altamente motivadas, admiradoras do
> software livre e confiantes nas suas capacidades como "developers",
> até que ponto não se deixariam corromper pelo sentimento "Eu tou a
> ser PATÓ! 'Tavam a pagar resmas a outro p'ra fazer isto! Eu tou a
> fazer à borla e no fim nem sequer me devem agradecer...".
A maior parte do Software Livre foi desenvolvido sem qualquer tipo de
financiamento, não há nada a temer nisso. Para além disso enviei para
esta lista a mensagem para ver qual o interesse que haveria por parte de
funcionários públicos em participar em tal projecto. Estes têm
motivações adicionais, como provar a que a Administração Pública tem
gente competente nestes assuntos.
É claro que todos sabemos que a competência existe, mas nem todos na
sociedade o sabem, alguns juram mesmo a pés juntos que não existe.
Isto é também um acto de cidadania, digno de louvar.
> Tudo em troca do bom nome do Software Livre? Para provar que somos
> melhores programadores (...ou não ;-] )? Temos mesmo de provar a
> alguém coisas que já sabemos do nosso dia-a-dia?
É claro que "todos" sabemos que a competência existe, mas nem todos na
sociedade o sabem e tristemente alguns juram mesmo a pés juntos que não
existe. De qualquer forma provar que a informática e a sociedade "armada
de conhecimento" e de Software Livre pode resolver problemas do Estado e
que o funcionamento transparente e aberto é bom para o Estado.
Isto é também um acto de cidadania, digno de louvar.
> Mas hipotéticamente falando e considerando que até se juntavam uns
> quantos dispostos a realizar tal tarefa.
Na mailing list da ANSOL já vários disseram que se contribuiam.
> Era sempre necessário ter acesso aos requesitos do projecto. O que se
> pretendia, método de selecção, factores prioritários, etc. A meu ver,
> não bastava uma lista de critérios mas antes a disponibilização de
> uma pessoa que conhecesse bem por dentro o processo de criação das
> listas.
Sim, sem qualquer dúvida.
>
> Vi muita gente a comentar a facilidade de um algoritmo de ordenação
> como se se tratásse de um conjunto de números para ordenar.
> É certo assumir que existem critérios mais prioritários que outros,
> mas não se pode esquecer casos em que a satisfação de dois critérios
> de ordem inferior venham a dar a mesma prioridade de um de ordem
> superior.
> Nem os casos que cruzados com a lista de necessidades especiais das
> escolas venham a eliminar professores com melhor "indice de
> colocação" em benefício de outros que satisfazem melhor as
> necessidades da escola.
Sim também tenho a ideia de que o trabalho não é fácil, em alguns sítios
já disseram várias vezes que é tarefa para um matemático.
> Continuando a assumir que tudo isto é ultrapassável, como é que se
> faria relativamente à confidencialidade dos dados?
Para o trabalho de desenvolvimento não tens de trabalhar com dados
reais, pode-se inventar dados. De qualquer forma os dados não têm nunca
que sair do ME, pois o ME é que seria o operador do software, e mesmo
que alguns dessem suporte ao ME durante o processo de utilização
poderiam assinar uma qualquer acordo de confidencialidade de dados
privados dos professores, por exemplo. Isso parece-me um não problema.
> Quando alguem trabalha para uma organização, geralmente tem um acordo
> de confidencialidade que garante que os dados e/ou trabalhos em que
> está envolvida não serão divulgados. No caso que pretendemos
> considerar, tal não acontece.
> Até que ponto sería fiável fornecer dados a um "qualquer grupo de
> gajos"?
Uma empresa é um qualquer grupo de gajos, também, um funcionário
zangado pode fazer estragos.
> Depois há as disponibilidades, preferências tecnológicas, etc, etc,
> etc...
A única escolha que é feita inerentemente é ser Software Livre e não
depender de software proprietário o resto depende das características do
software a ser produzido. Isso é uma questão de gestão de projecto, isso
é uma questão tanto para este projecto como para qualquer outros
projecto, incluindo outros projectos de Software Livre. Não é um show
stopper.
Fiquem bem!
Received on Thu Sep 23 12:31:00 2004
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