A Sex, 2004-09-24 às 09:23, Vitor Domingos escreveu:
> Caso o sr. não saiba, qualquer software, ao abrigo da legislação
> portuguesa carece sempre de garantia. O software livre, sem garantia não
> é um produto que possa ser oferecido ao estado.
Se nenhum tem, então nenhum pode ser oferecido ao Estado segunda a tua
teoria...
> E ainda continuo sem
> saber que contrato irá ser feito por esse grupo de utilizadores, que
> garantia será dada e que entidate o fornecerá.
Não tem que ser esse grupo a fazer isso, ao tratar-se de Software Livre
qualquer empresa o pode fazer, quem desenvolve não tem que ser quem
implementa, nem quem suporta, etc... Isso é exclusivamente um assunto
entre o cliente e o fornecedor de serviços.
> O estado não pode comprar
> ou ficar com algo só pela razão de ser software livre. Tem de ter
> garantias dadas pela ANSOL, outra qualquer associação ou empresa.
A ANSOL não tem que dar garantias algumas.
Se o Estado exige a si próprio por meio de legislação ou qualquer outra
forma, isso é algo entre o Estado e quem implementar a solução, e a
ANSOL nada tem a ver com isso, a ANSOL não quer competir com empresas, e
pessoalmente vejo nisso o papel das empresas.
> Por
> outro lado vamos responsabilizar todos os utilizadores que podem vir a
> colaborar em tal programa? Vamos firmar contrato com cada um deles?
Não! Só a empresa que eventualmente tiver contracto um contracto com o
Estado que exija responsabilização é que seria responsável pois era esse
o seu negócio (talvez também a implementação e suporte, por exemplo) com
o Estado.
> Uma vez mais e erradamente não se colocou fora da posição que ocupa.
> Repare que um lider normalmente não faz, dirige quem faz, um lider não
> toma uma posição de bom samaritano, chega-se à frente com armas e
> bagagens para resolver os problemas, unindo-se de uma boa equipa. Não
> espero que a ANSOL faça o software para o ME, contudo espero que a ANSOL
> tome a liderença em todos os aspectos, esteja na linha da frente
> na
> escolha do grupo de utilizadores,
Penso que isso é desnecessário. Alias quantos mais contribuirem melhor,
o que interessa é para o gestor do projecto gerir as contribuições em
si.
> faça a ponte entre o ME e eles,
A ANSOL já se ofereceu para apoio politico, mas pode perfeitamente
funcionar de forma a melhorar outros tipos de comunicação se for
necessário, não se põe isso de parte.
> apresente os resultados finais, em suma, seja o porta-voz e não apenas
> fornecedora de serviços de alojamento.
Penso que a ANSOL vê-se como um parceiro nesse eventual projecto, não
quer ofuscar os outros membros do grupo, no entanto parece-me
perfeitamente justificado que assuma pelo menos parte da tarefa de
relações públicas em coordenação com o resto do eventual projecto.
Ao utilizar o termo liderança, da forma vaga como utilizou, poderia não
ser isto que você propunha, interpretei algo (pelos vistos mal) como
quase tornar a ANSOL numa software house e tornar a ANSOL a responsável
pelo sucesso de tal software. E não é esse o nosso objectivo para a
ANSOL. E dependendo do que se fizer e como se fizer, não vai contra a
linha que a ANSOL adoptou a respeito deste assunto de apoiar o eventual
projecto.
Fiquem bem!
Received on Fri Sep 24 11:52:12 2004
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