Em Segunda, 27 de Junho de 2005 13:35, o Rui Miguel Seabra escreveu:
> Qual esquema de mercado? Só se for o da guerra, da chantagem e da
> extorsão judicialmente legais, pois esse é o único mercado com patentes
> de software.
Esse mesmo! O que segue as regras de Sun Tzu e de Napoleão.
> Mais a mais, vai contra a letra e espírito da lei existente.
Pois vai. Para que se vai perder tempo nas barras dos tribunais se podemos ser
mais eficientes contornando os problemas.
Neste caso. Vamos criar um impedimento por causa de uma aplicação? Ou vamos
criar uma situação de facto que obrigue os outros a determinada disciplina?
Por exemplo, vale de alguma coisa dizer às pessoas que existe uma directiva
CE que as impede de usar os formatos doc e xls, se a word e a excel se mantém
instaladas nos seus computadores?
O método a meu ver é outro: abata-se sistematicamente o windows de toda a AP e
a partir daqui adaptem-se. As empresas que fornecem foftware para a AP teriam
que resolver o problema. Converter o software, iniciar a utilização de outros
formatos, etc. Ainda aumentava o emprego na área :)
> As patentes de software roubam aos autores o direito a explorar o seu
> esforço, logo independentemente de ser software livre ou não, a MDDE
> pode estar absolutamente fechada em benefício exclusivo de uma única
> empresa.
Eu acho que está. E contra esse facto o que fazer. Não chega escrever e-mails
de indignação.
1º - Criar as condições para que o mercado se divida. No correio convencional,
eu posso enviar um envelope por CTT, Chronopost, UPS, TNT, Rangel, DHL, sei
lá quantas. Da mesma forma, será bom que hajam muitas empresas que possam
colocar o "carimbo" electrónico no correio em que isso seja necessário. Para
quê?
2º - Porque dada a fragmentação do mercado, será mais fácil, os cidadãos,
usarem, se assim quiserem, um método de carimbo, que obedeça aos critérios de
segurança mais adequados, que entretanto uma organização que os represente
estabeleceu. Não é descabido pensar que um grupo de programadores poderá
criar um método validado e que sirva legalmente para carimbar as nossas
mensagens. Pronto este software seria livre e ninguém tinha nada a ver com
isso.
Desta forma desviavamos o sentido do combate. Em vez de combatermos as
empresas, que é muito mais difícil, combatíamos pelo direito à igualdade de
tratamento. Esta luta é mais fácil de travar.
Havendo tanta forma de combater a realidade das patentes de software, o
pessoal tende a usar a forma errada de o fazer, preferindo o combate exposto
de infantaria que se fazia na primeira guerra. Há outras formas e devem ser
usadas todas e em simultâneo. E se o oponente não der por nós, melhor.
Vou dar-te um exemplo do que eu faço em casa. Recebo, como todos nós, aqueles
power point enormes, que há pessoal, por não ter mais nada que fazer, faz.
Pensas que os apago? Nem por sombras. Abro-os no Open Office, converto-os
para o formato OO re-envio-os, com uma nota no e-mail com o link onde poderão
ir buscar o OO para windows se quiserem ver o ficheiro. É que nem falo no
Linux. Quando derem por ela, têm o OO instalado e estão a usa-lo. Isto é uma
forma de levar a água ao meu moinho. Ou não é?
-- Luís A. V. Ferreira luisav.ferreira@netcabo.pt (endereço preferido) luisav.ferreira@gmail.com (para ficheiros muuuuuito grandes) luisav.ferreira@mail.telepac.pt luisav.ferreira@tugamail.com jabber-ID: luis_ferreira@jabber.org http://www.jabber.org/software/clients.php 17:16:00 up 1:00, Gentoo Linux, kernel 2.6.11-gentoo-r11, http://www.gentoo.org Pentium II (Deschutes) GenuineIntel
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